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O milagre da solidariedade!

 “Dor sofrida quando estamos sós é muito diferente de dor sofrida ao lado de alguém”. Mesmo quando a dor persiste, sabemos como é diferente quando alguém se aproxima, quando alguém partilha conosco. Essa espécie de conforto mostra-se mais completa e poderosamente visível na Encarnação, em que Deus veio ao nosso meio — em nossa vida — para lembrar-nos: “Estou com você em todo o tempo, em todos os lugares”. Em Cristo, Deus aproximou-se de nós diante dos nossos sofrimentos: a dor das crianças e dos adolescentes, os ferimentos dos jovens, adultos e dos idosos, as aflições dos desempregados e daqueles que, repentinamente, ficaram solteiros. Não há sofrimento humano que não faça, de algum modo, parte da experiência de Deus. Henry Nouwen

 
Jesus se aproxima de um lugar bastante estranho, onde se encontrava um tanque chamado Betesda. 
Todos ali buscavam cura, porém, o mais curioso é que ninguém daquela multidão percebeu a chegada do Senhor da cura. Parece que estavam muito preocupados consigo mesmos, olhando e esperando o movimento da água que os curaria.
Enquanto ninguém percebia ninguém, Jesus percebeu alguém. Era um dos inúmeros enfermos que ali jaziam, um homem paralítico. Este, como todos os outros, estava ansioso, esperando o movimento da água. Para ser curado, ele precisaria ser o primeiro a entrar no tanque. E para isso ele precisaria de agilidade, a qual não tinha, ou da solidariedade de alguém, que também não possuía. Por causa disso, lhe faltando a esperança, não havia para onde ir, a não ser ficar por lá mesmo, na sua cama, sobrevivendo como podia.
Este quadro nos faz lembrar o mundo em que vivemos. Cada um no seu “quadrado”, buscando seus próprios interesses, sem a mínima compaixão do e pelo outro. Indivíduos solitários, egoístas e adoecidos, disputando o primeiro lugar, buscando seu espaço junto ao poço. 
Jesus se achega àquele paralítico, conhecendo sua história de sofrimento, dor e falta de compaixão e simplesmente o cura, sem pedir absolutamente nada em troca. Ele o faz movido por sua graça e misericórdia. Ele solidarizou-se com a dor daquele homem. 
A humanidade também espera que homens e mulheres, hoje em dia, levantem-se, não para disputarem os primeiros lugares, mas para estenderem a mão da solidariedade e compaixão àqueles que, por um motivo ou outro, jazem em suas paralisias físicas e espirituais. Pessoas que levantem aqueles que não conseguem, por esforços próprios, por condições que não conseguimos entender, muito menos explicar...  
Devemos lembrar que a comunidade da fé não pode ser usada como lugar de disputas e embates. Corremos o sério risco de, em nome da fé, criarmos um ambiente de competição, estresse, disputa e tensão. Um lugar onde os homens não se reconhecem mais como membros da mesma raça. Não reconhecem mais a natureza como criação de Deus e a exploram em detrimento de seus primeiros lugares em rankings empresariais. 
Quer ser curado?
 
Ricardo Bitum - pastor da Igreja Evangélica Manaim, em São Paulo.
entre em contato: manaim.com.br