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Estudos

Reconciliação

 RECONCILIAÇÃO.

 
4ª Semana – Reconciliação = Viver segundo o conselho de Deus; a vida de acordo com a orientação divina.
 
1º Dia – Renovação do Entendimento.
Romanos 12:1 – “Portanto, rogo-vos, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que vocês apresentem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional. E não sejam conforme esse mundo, mas sejam transformados pela renovação do seu entendimento, para que experimentem qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
 
O pecado não apenas condenou o homem à morte como, também, o escravizou a uma cultura de pecado, cegando o seu entendimento. É impossível mudar o comportamento de alguém definitiva e eficazmente, sem renovar sua cultura de valores – seu entendimento. O esforço pela mudança de comportamento será vão se, primeiro, não houver uma mudança completa dos valores que determinam esse comportamento. Se quiser experimentar a vontade de Deus, terá que se submeter a Ele totalmente, para que o Espírito Santo transforme toda sua maneira de ver e compreender a vida. Algo absolutamente novo, e que não se enquadra à forma com que o mundo naturalmente compreende.
 
Para reflexão: Medite sobre a diferença entre comportamento e atitude.
 
2º Dia – Derrubando raciocínios.
II Coríntios 10:4-6 – “As armas da nossa luta não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição de fortalezas. Derrubamos raciocínios (sofismas) e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo. E estaremos prontos para punir toda desobediência, quando cumprirmos nossa obediência”.
 
O homem ficou cego pelo pecado, enxergando apenas o que lhe interessa. É míope na sua compreensão da vida, reconhecendo só o que está perto dele, discernindo as coisas segundo suas conveniências e necessidades. Entretanto, quando se submete a Deus, experimenta a transformação dos seus valores, passando a um nível superior de entendimento, onde pode ver mais longe e perfeitamente todas as coisas. A percepção da vida deixa de ser imediata e circunstancial, e se torna lúcida e abrangente. O homem transformado pelo amor de Deus é livre para viver segundo sua identidade e propósito em Cristo.
 
Para reflexão: O que são sofismas?
 
3º Dia – A mente de Cristo.
I Coríntios 2:14-16 – “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas, aquele que é espiritual discerne bem a tudo, e ele de ninguém é discernido. Pois quem conheceu a mente do Senhor, para que o possa instruir? Mas nós temos a mente de Cristo”.
 
Ter um entendimento renovado significa ser ensinado pelo Espírito Santo; ouvir Sua voz e seguir Sua orientação. Ter a sensibilidade para perceber o rumo que Ele quer dar à nossa vida, mesmo não tendo todas as informações de uma só vez, mas seguros de que Ele sempre indicará o melhor. Submeter-se a processos que, por vezes, contrariam nossa lógica, mas que são sustentados pela fidelidade de Deus. Ser movido pelo mesmo sentimento que houve em Cristo que, sujeitando-se a toda humilhação creu que Sua entrega manifestaria a glória de Deus. Sua prioridade não era a defesa de si mesmo, mas a busca determinada do que beneficiaria a outros. Esse é, também, o nosso desafio, na medida em que podemos ser uma referência do que é viver em Cristo.
 
Para reflexão: Qual o sentimento de Jesus, segundo Filipenses 2:5-8?
 
4º Dia – O ministério da reconciliação.
II Coríntios 5:16-19 – “Assim que, daqui por diante não conhecemos ninguém segundo a carne... E tudo isso provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação”.
 
A frustração acontece quando não há convicções, só expectativas. Quando o que se faz, ou o resultado do que se fez, não é o que se espera, há o desapontamento, e logo se levantam as paredes de separação e proteção na tentativa de evitar novos desapontamentos. Não conseguimos ajudar as pessoas como gostaríamos, porque elas ainda lêem em nossos olhos a expectativa (débito) a respeito do que deveriam fazer, e não a certeza (crédito) do que ainda podem ser. A renovação do entendimento muda a forma como vemos os processos de transformação na vida dos outros. Nossa esperança não está no que as pessoas devem fazer, mas no que podem ser a partir do que Deus já fez por elas. 
Somos agentes de reconciliação porque nossos olhos estão descansados na eficácia do que Cristo já fez por elas, e estamos firmes na convicção de quem elas podem ser em Cristo e, então, fazer por Ele.
 
Para reflexão: Qual a relação entre expectativa-débito e certeza-crédito?
 
5º Dia – O Cordeiro de Deus.
Apocalipse 13:8 – “E todos os que habitam sobre a terra adorarão a besta, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo”.
 
Segundo este trecho da Palavra de Deus, podemos entender que o Filho de Deus entregou-se para remissão dos nossos pecados, mesmo antes deles serem cometidos. Isso quer dizer que nada do que Deus fez teve origem numa ação do homem, como se Ele apenas reagisse ao que o homem faz. Não é Deus Quem reage à ação do homem, mas o homem é quem reage à ação de Deus. Deus é amor, e tudo o que Ele faz é movido exclusivamente por amor. Ele é Quem sempre tem a iniciativa de todas as coisas. Jesus faz aquilo que viu Seu Pai fazer e se entrega tomando a iniciativa de amar. Sua oferta é anterior e não posterior ao pecado, como uma reação; como se Ele pudesse ser afetado de alguma maneira pelo pecado. Da mesma forma, podemos ser pessoas de iniciativa, antecipando-nos ao que os outros fazem, ou vão fazer. Ser na vida deles uma imagem visível e clara do que podem ser hoje e no futuro, e não do que foram no passado.
 
Para reflexão: Como o amor nos garante o lugar das ações e não reações?
 
6º Dia – Eu vos envio!
João 20:21-23 – “Disse-lhes Jesus de novo: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles, e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, serão perdoados, aqueles a quem não perdoarem, serão retidos”.
 
Os milagres que Jesus operava eram sinais de que, como Filho de Deus, tinha o poder para perdoar pecados. Com o entendimento renovado e a vida transformada, podemos ser  testemunho, na vida dos que estão à nossa volta, do poder que perdoa pecados, e que, em Cristo, não precisam mais viver separados de Deus dominados pela culpa. Podemos chorar como Jesus chorou, de tristeza e não de desapontamento. Pelo que o pecado causa na vida dos que ainda não conhecem o amor de Deus, e não por nós mesmos. Nossa vida já está segura e resolvida em Cristo. Com certeza, a única dor que Ele não sentiu na cruz foi a da amargura. Nesta certeza seremos consolados como Jesus foi, sabendo que Deus não permitirá que o nosso esforço em revelar Seu amor seja em vão. Ele se encarregará de fazer com que os corações se abram, sensíveis ao Seu amor, revelado em nós.
 
Para reflexão: Medite sobre o poder do perdão em Romanos 5:1-2 e 8:1-2. 
 
REVISÃO.
 
7º Dia – A glória dos filhos Deus.
Romanos 8:19-21 – “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus”. 
 
O mistério de Deus guardado desde a eternidade para ser revelado através de Jesus, é que Ele é Pai, e planejou para si uma Família de filhos por adoção em Cristo. Filhos da mesma natureza do Seu unigênito, de modo que Jesus se tornasse primogênito de muitos irmãos. Sobre nós derramou do Seu Espírito Santo, para testificar da nossa identidade em Cristo, e nos revelar as profundidades do Seu coração. O conselho da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) segundo Sua exclusiva vontade determinou, deste a eternidade, manifestar Sua multiforme sabedoria e graça através desta Família – a Igreja.
 
Desde o pecado toda a criação geme oprimida debaixo de um jugo de escravidão que lhe foi imposto. A vaidade e a cobiça impõem uma condição opressora de vida, onde as pessoas valem pelo que fazem ou têm, e não pelo que são. Um império de medo, onde as pessoas temem a morte, a exposição, o dano, a perda, o prejuízo e o pré-juizo. Seres obcecados pela satisfação de suas necessidades, e que subsistem no desespero de sua sobrevivência. O príncipe deste mundo cegou o seu entendimento para que não lhes resplandeça a luz do evangelho.
 
Na medida em somos transformados em nossa natureza, trazemos em nós a vida de Cristo e podemos revelar o Reino de Deus a toda criação. Trazer ao mundo a manifestação visível de uma nova maneira de viver, que não seja segundo os desejos e necessidades, mas segundo a instrução da graça de Deus em nós. Um povo que seja regido pelo amor, e que não vive em função de si mesmo, mas dispõe-se para o outro segundo o modelo de Cristo – Seu coração e Sua mente. Gente que não é movida pela necessidade, mas para a necessidade; que não é orientado por suas suspeições, mas por suas convicções.
 
A terra ainda será cheia da glória de Deus, e a Sua Família, Seus Filhos gerados em Cristo