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Intercessão

 Intercessão – GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO – II

 
6ª Semana - EXPIRAR
 
Expirar = Exalar = Expelir o ar. No contexto espiritual é o mesmo que dar do Espírito que está em nós. Como Jesus, que soprou do Seu Espírito.
 
1º Dia – Maior Amor.
João 15:13 – “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a própria vida pelos seus amigos”.
 
Jesus é o nosso modelo de intercessor, pois veio e interceptou nossa caminhada o para morte, quando tínhamos o entendimento totalmente dominado pela cobiça e a vaidade. Ele, ao se entregar por amor, nos revelou uma nova realidade. Nos mostrou o que o amor pode fazer pelas pessoas. Ele não morreu como uma vítima acidental da incompreensão humana. A vida estava n’Ele, e ninguém poderia tirá-la d’Ele sem que permitisse. Ele se entregou como oferta voluntária, para que, através do Seu sacrifício, tivéssemos vida. O que a vida é, ficará revelado através de nós, na medida em que nos dispusermos a oferecê-la aos outros, como Ele o fez. O desafio é viver por amor, e não morrer.
 
Para reflexão: Qual a diferença entre morrer e dar a vida por alguém?
 
2º Dia – Luz do mundo.
Mateus 5:16 – “Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Deus que está nos céus”.
 
Aquele que diz amar a Deus e odeia seu irmão ainda está em trevas, e nele não há luz alguma. Não só não há luz nele, como não pode revelar o que a luz é. Na medida em que vamos expressando de maneira visível o amor de Deus, pela forma como agimos em nossos relacionamentos, refletimos a luz de Cristo que está em nós. A luz que se revela na possibilidade de manifestar uma nova forma de vida, que não está voltada para si mesma como consumidora, mas, que está direcionada para abençoar os outros como fornecedora. Fomos feitos luz, para iluminar um mundo em trevas, controlado pela vaidade e a cobiça. Ao oferecer sua vida, o intercessor intercepta o curso natural das coisas e revela a nova maneira de viver, que está em Cristo.
 
Para reflexão: Filipe foi um intercessor? Como? (Atos 8:26-40)
 
3º Dia – Manifestar as virtudes de Deus.
I Pedro 2:9 – “Mas vocês são a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para manifestar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz”.
 
Fundamentado na Palavra de Deus e movido por Seu amor, segundo a unção reveladora do Espírito Santo, o intercessor é aquele que torna visíveis realidades espirituais ainda invisíveis. Intervém nas situações revelando o propósito de Deus. Conhece Suas promessas e, pela orientação do Espírito Santo, sabe como aplicar cada uma delas de maneira adequada. Quando ora, o faz segundo a promessa de Deus, verbalizando Sua palavra, para que o Espírito Santo a tome e a realize. Não vive da expectativa do que as pessoas podem fazer para merecer algo de Deus, mas da convicção do que Ele já fez por elas, mesmo quando não mereciam coisa alguma. Sua participação não é passiva ou contemplativa, mas extremamente ativa e interativa. O intercessor não apenas identifica necessidades, mas busca as soluções dispondo-se a ser parte delas. 
 
Para reflexão: Relacione algumas das virtudes (nomes) de Deus.
 
4º Dia – Criados pela Palavra de Deus.
Hebreus 11:1-3 – “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela Palavra de Deus, de maneira que o visível não foi feito do que se vê”.
 
A intercessão vai muito além da condição meramente petitória, que faz com as pessoas se limitem a só pedir. Por vezes, movidas apenas pelo senso de necessidade e expectativa, e não pela convicção da promessa. 
O que move o coração do intercessor não é só sua sensibilidade aos problemas, mas sua sensibilidade à voz de Deus. Ele conhece a Deus, e sabe que pode confiar em Suas promessas. Intervém nas questões, certo do que se pode esperar de Deus. O intercessor é aquele que pode mudar a direção das coisas, pois sua atitude não é só petitória, mas interferente. Quando Jesus intercede por nós está interferindo em nossas questões, apresentando diante de Deus as promessas que Ele mesmo fez a nosso respeito, pelas quais Jesus se entregou para por nós. Sua intercessão “aplica” essas promessas a nós, e faz com que nossa realidade seja transformada à luz dessas mesmas promessas.
 
Para reflexão: Medite na relação intercessão – interceptação.
5º Dia – Falando entre vós.
Efésios 5:18-21 – “E não vos embriagueis com vinho em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”.
 
Da mesma forma como somos cheios do Espírito pelo dom de Deus em Cristo, podemos ser instrumentos de comunicação deste mesmo dom. Quando a palavra que sai da nossa boca é revelada pelo Espírito e, portanto, boa para edificação (construção = expressão visível) nos tornamos parte dos processos de Deus como comunicadores das Suas virtudes. O ministério da intercessão, como a respiração, é composto de dois momentos: Inspiração – quando inalamos o que Deus “sopra” pelo Seu Espírito, revelando Sua Palavra; e a Expiração – quando exalamos livremente o que d’Ele recebemos, imitando Seu exemplo como filhos que O amam. A palavra que falamos com a boca e com as ações deve ser a mesma, e revelar o compromisso de vida que temos com Deus e as pessoas. 
 
Para reflexão: Qual a parte da Palavra de Deus na intercessão?
 
6º Dia – Eles venceram!
Apocalipse 12:11 – “Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela Palavra do seu testemunho, não amaram as suas próprias vidas, mesmo em face da morte”.
 
O intercessor é mais do que vencedor. Não pode mais ser vencido por temores ou escravizado pelas demandas e necessidades. Ele sabe que sua vida foi re-generada, sua identidade transformada pelo sangue de Jesus, que removeu toda condenação e culpa que pesava sobre ele. Conhece o Deus que lhe fez as promessas, e a Sua fidelidade para cumprir integralmente Sua Palavra. Por isso, é ousado para agir de modo a transformar as realidades, mesmo diante de situações que parecem contrárias. Sua confiança está no nosso Deus e Pai, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que operou através de Cristo e opera, com o mesmo poder, através de nós. Ele sabe que está livre para se ocupar das necessidades dos outros, e não há porque priorizar seus interesses particulares. Conserva uma disposição inabalável de doação.
 
Para reflexão: Qual a maior barreira a ser vencida na intercessão?
 
REVISÃO.
 
7º Dia – Soprou sobre eles.
João 20:22-23 – “Dizendo isso, soprou sobre eles, e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados, aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos”.
 
O que nós vemos em Cristo é uma disposição incondicional e inabalável de dar do que Ele recebeu do Pai. Ele faz o que viu Seu Pai fazer, pois Ele nos amou de tal maneira que nos deu Seu Filho unigênito, para nos comunicar Sua vida. Ele não poupou coisa alguma, antes nos entregou a Cristo e, com Ele, todas as coisas. Jesus diz que o Pai o ama porque Ele faz o mesmo e não retém a vida que recebeu do Pai, antes a dá. Ai está Sua autoridade, pois Ele dá para, então, receber.
 
A maneira mais rápida de perder a vida, ou o significado que ela tem, é tentar retê-la, protegê-la. A vida é para ser compartilhada, porque é fluída como um rio. Uma represa não pode gerar energia se só acumula água. A energia é gerada quando a água recebida na parte mais alta, enfim, flui para a parte mais baixa com toda sua força. Assim, na vida, quando nos dispomos a repartir sem restrições do que já recebemos de Deus, com aqueles que estão em dificuldades, liberamos o fluxo de vida. A energia produzida por essa passagem da vida por nós gera “luz”, que ilumina aqueles acostumados a ocupar-se apenas das suas próprias necessidades. O segredo está em saber conhecer o quanto já foi dado e que está acumulado em nós (potencial), para podermos liberar. A ação intercessora libera do que já foi concedido, em vez de apenas solicitar por mais doações. O intercessor participa com o que ele é e tem.
 
Tudo o que Jesus realizou em termos de sinais e prodígios, foi para que as pessoas soubessem que Ele tinha o poder para perdoar pecados, reconciliando o homem com Deus. Assim, o que Deus quer: é que os homens saibam que, em Cristo, seus pecados foram perdoados, e que eles não precisam viver mais segundo sua cobiça, mas podem ser cheios do Seu Espírito e conhecer Seu coração. O nosso papel como intercessores, é encarnar esse perdão em nossa própria vida. Revelar às pessoas que o pecado de todos já foi perdoado, e não há mais razão para que vivamos separados de Deus e uns dos outros. Não permitir que, por conta da vaidade, se levantem outras paredes de separação entre as pessoas.