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Estudos

Santificação

 Santificação – SEPARADOS PARA USO EXCLUSIVO DE DEUS.

 
7ª Semana – SANTIDADE
 
Santo = Separado para um propósito exclusivo. É o mesmo que consagrado, dedicado a um uso e um fim específico.
 
1º Dia – Sacrifício Vivo, Santo e Agradável.
Romanos 12:1-2 – “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.
 
Conscientes da extensão da Graça de Deus revelada a nós e das Suas misericórdias sempre renovadas, não temos outro propósito senão nos submetermos totalmente à soberana vontade de Deus, certos de que Ele tem planejado o melhor, para que Seu Reino se revele em e através de nós. Uma entrega, que apesar de incondicional, é lúcida e objetiva. Não é alucinada, inconsciente ou inconseqüente, mas que revela a renovação do nosso entendimento sobre a vida e o relacionamento com Deus. É um sacrifício para expressão de vida, a dedicação do coração, e não uma mera imolação penitente do corpo, uma anulação da vontade ou uma mutilação dos interesses. É uma oferta prazerosa do que Deus quiser, quando quiser e para o que quiser.
 
Para reflexão: Quais devem ser as características da nossa oferta a Deus?
 
2º Dia – Com o rosto descoberto.
II Coríntios 3:18 – “Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”.
 
A Santidade é para nos expor, e não para nos esconder. É para que se torne evidente a transformação que a Graça de Deus, através da ação eficaz do Seu Espírito, está operando em nós. Para que se torne visível o quanto de Cristo já está formado em nós. A Santidade não apenas “separa de”, mas “separa para” – para revelar, para manifestar, as Virtudes de Deus. Ao contrário de nos distanciar das pessoas, nos aproxima delas, sem, contudo, permitir que nos contaminemos com os seus pecados. A Santidade revela como a Vida pode ser.
 
Para reflexão: Os esforços de santificação por isolamento são eficazes?
 
3º Dia – Verá o Senhor.
Hebreus 12:14-15 – “Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor. Tende cuidado de que ninguém se prive da Graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”.
 
A essência da Santidade está em quanto do coração de Deus pode ser revelado através do nosso coração. Não se limita àquilo que fazemos para convencê-lo a nosso respeito, uma vez que, nos conhece melhor do que nós mesmos nos conhecemos. Seu coração é cheio de Graça e Misericórdia, e o Seu desejo é nos reconciliar consigo perdoando nossos pecados e lavando-nos da nossa iniqüidade. O segredo para Santidade é conservar o coração limpo dos nossos próprios pecados e, também, limpo dos pecados dos outros. Não somos os juizes da Santidade alheia, mas podemos dispor nossa Santidade para santificação dos outros. O que pode inibir a ação do Espírito Santo em nós é um coração irado e amargurado. O que Deus requer de nós, uma vez que, fomos favorecidos por Sua Misericórdia, é que usemos da mesma Misericórdia para com aqueles que ainda não O conhecem como nós conhecemos. 
 
Para reflexão: De acordo com Efésios 4:25-5:1 e I Timóteo 2:8, qual a essência da Santidade?
 
4º Dia – Santificados na Verdade.
João 17:17-19 – “Santifica-os na Verdade, a tua Palavra é a Verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Por eles me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na Verdade”. 
 
Compromisso intenso com a Verdade – esse é o espírito da Santidade. Jesus, mesmo sendo Filho do Deus Santo, santifica-se na medida em que dispõe Sua vida para que seja expressão da Verdade. Quanto mais se entregava ao cumprimento da vontade de Deus, mais Sua Santidade se revelava. Santidade não é produzida, mas identificada, reconhecida e expressa. Deus é Santo, e nós, os Seus filhos, nos identificamos com Ele, e O imitamos na Sua Santidade, para expressar Quem Ele é. Quanto mais identificados com a Verdade, mais santos. Os elementos santificadores disponibilizados por Deus a nós são: A Palavra e a Oração. A Santidade não se restringe ao esforço de não pecar, mas ao empenho de conhecer a Verdade pela Palavra de Deus e, numa vida de Oração, tornar-se uma expressão visível da Verdade. O homem santo não é aquele que não peca, mas aquele que vive segundo a Verdade.
 
Para reflexão: Medite mais sobre a relação entre Santidade e Verdade.
5º Dia – Não despreze... Não julgue.
Romanos 14:3-4 – “O que come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, pois Deus o recebeu por Seu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio Senhor ele está em pé ou cai. E estará firme, pois poderoso é Deus para o firmar”.
 
Não julgar, esse é um dos princípios fundamentais da Santidade. Muitos se perdem neste ponto. Na medida em que a pessoa se coloca como referência da sua Santidade, com base naquilo que ela é capaz de fazer ou não, ela se torna vítima da sua própria vaidade. Com um conceito de Santidade corrompido, ela se torna mais orgulhosa, quando, na verdade, deveria se tornar mais humilde. Jesus veio para salvar o mundo, e não para condená-lo. Seu modelo de Santidade nos resgata, na medida em que nos revela como a vida pode ser vivida. No fim as pessoas não são condenadas por Ele, mas por si mesmas, pois rejeitaram a Verdade e se apegaram à mentira. Serão condenadas por suas próprias consciências, porque optaram por negligenciar a Verdade e amar a mentira. Não podemos menosprezar a capacidade de Deus em atuar na consciência das pessoas, tomando em nossas mãos a responsabilidade de julgá-las.
 
Para reflexão: Segundo Romanos 2:1-16, o que é que leva o homem ao arrependimento?
 
6º Dia – Um da escrava e outro da livre.
Gálatas 4:21-23 – “Digam-me, vocês que querem estar debaixo da lei, vocês não ouvem a lei? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa (Palavra)”.
 
Santidade = Liberdade. Essa é uma combinação que nem sempre está clara na mente e no coração das pessoas. Os conceitos humanos de Santidade estão mais relacionados ao que a carne pode fazer para produzir espiritualidade, gerando um espiritualismo carnal. O princípio divino de Santidade diz respeito a quanto do Espírito pode ser manifesto através da carne. O esforço não é produzir espiritualidade a partir da carne, mas liberar tudo o que é do Espírito apesar e através da carne. O segredo está em quanto da promessa de Deus está efetivamente guardada em nosso coração, de modo que tudo o que fazemos revela Sua Palavra. Tudo o que for gerado em nossa própria carne, no fim, resultará em corrupção, mas aquilo que for gerado no Espírito continuará a dar testemunho para a vida eterna.
 
Para reflexão: A espiritualismo carnal escraviza. (Colossenses 2)
REVISÃO.
 
7º Dia – Sensata, justa e piedosa.
Tito 2:11-13 – “Porque a Graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, nos ensinando a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. 
 
A obra transformadora que a Graça realiza em nós, não só salva da condição de escravidão imposta pelo pecado, como liberta e capacita para uma nova vida. A ação redentora e santificadora da Graça é melhor expressa pela nova maneira como vivemos e fazemos as coisas, do que por aquilo que deixamos de fazer.
 
A Graça de Deus encarnada em Cristo faz com que as Suas virtudes nos sejam disponibilizadas. De modo que, já não somos mais nós que vivemos, mas Cristo que vive em nós. Experimentamos esta mudança de natureza na medida em que vamos conhecendo Quem Deus é, de fato, e quem nós somos Nele através de Cristo. Uma convicção que vem do conhecimento das promessas de Deus, testificadas em nós pelo Espírito Santo. Pois, é por meio destas promessas que nos tornamos participantes da natureza de Deus. 
 
Com certo esforço e algum treinamento, podemos até ensinar um cão a se comportar como gente. Mas, nem com todo esforço e muito treino poderíamos transformá-lo numa pessoa de fato. Na primeira chance em que puder agir segundo sua natureza e instinto, se comportará conforme o que é – um cão. Do mesmo modo, há aqueles que se esforçam para se comportar como santos e não para serem, de fato, santos. Mudam de comportamento, mas não de natureza. A bem-aventurança está em meditar na Palavra de Deus e, então, fazer conforme nela está escrito.
 
Santificação é o processo em que, confessando nossa natureza caída e corrompida, nos entregamos a Deus em sacrifício espontâneo, prontos a aprender e praticar os valores e cultura do Seu Reino, revelados na Sua Palavra e testificados pelo Espírito Santo. Transformados de fé em fé, de glória em glória, pela renovação do nosso entendimento, recebendo Graça sobre Graça, passamos a ser a expressão visível deste Reino na Terra. Antes de tudo, é um processo de transformação da identidade e da natureza, e não de uma mera mudança de comportamento.