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Estudos

Submissão

 SUBMISSÃO.

 
8ª Semana 
 
Submisso = Que vive segundo uma vontade e um desígnio superiores. 
 
1º Dia – Eu vos designei!
João 15:16 – “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo o que em meu nome pedirdes ao Pai Ele vos conceda”.
 
A essência da Santidade está relacionada com submissão, e submissão só é genuína quando é fruto da convicção de desígnio. A certeza de que há um plano eterno de Deus para a vida. É muito mais do que ter um objetivo ou propósito, que, ao final, podem ser de qualquer natureza, genéricos e de conotação particular. Pois o propósito não tem que, necessariamente, ter uma conotação superior, passada ou, se quer, futura. Já o desígnio compreende ações e determinações prévias e externas. Alguém decidiu antecipadamente e o revelou num tempo oportuno. A compreensão do desígnio fará com que a missão particular seja colocada debaixo da orientação de uma vontade superior. A Santidade é revelada na plena submissão a esse desígnio revelado.
 
Para reflexão: Qual o desígnio de Deus para Seus filhos?
 
2º Dia – Submetei-vos a Deus!
Tiago 4:7-8 – “Submetei-vos, pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós”.
 
Não temos como resistir ao mal, sem uma profunda convicção do bem que Deus determinou a nós. Antes mesmo da fundação do mundo, Ele decidiu revelar Sua bondade, manifestar Sua natureza de maneira visível, através da Sua Família – Seus filhos, gerados por adoção em Cristo. A Santidade vem da disposição determinada de conhecer esta vontade eterna de Deus, e submeter-se incondicionalmente a ela. Não há como pensar em Santidade, como sendo algo que se oferece a Deus, resultado do esforço da carne em produzir uma realidade espiritual que O agrade. A Santidade é expressa na disposição de orientar a carne, submetendo-a ao conhecimento do desígnio de Deus, para que ele seja liberado; na transformação pela renovação do entendimento, pelo conhecimento do Seu propósito para nossa vida, e vivendo de modo digno do nome – o desígnio que Ele nos deu.
 
Para reflexão: Qual a diferença entre submissão e subserviência?
 
3º Dia – Chamado de Amigos.
João 15:14-15 – “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Antes, tenho vos chamado de amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”. 
 
O processo de Santidade nos aproxima de Deus porque nos torna íntimos do Seu coração, na medida em que vamos nos “familiarizando” com o que está guardado no profundo da Sua mente. Esta aproximação só revela quanto estamos afinados com o Seu desígnio, e não qualquer tipo de direito ou merecimento por ter feito a “coisa certa”. Fazemos porque somos amigos, mas não somos amigos apenas porque fazemos. A amizade de Jesus não pode ser comprada, numa mera perspectiva comercial. Santidade retrata relacionamento e intimidade. A pessoa santa é aquela guiada pelo Espírito Santo segundo a Palavra de Deus, revelada e encarnada por Jesus. Aqueles que, segundo esta mesma Palavra, vão crescendo até chegar à estatura do varão perfeito que é Cristo. O homem natural faz todas as coisas segundo seus propósitos, interesses e conveniências pessoais. O homem santo é amigo de Deus, e sabe o que faz porque conhece qual o desígnio de Deus para ele.
 
Para reflexão: Qual a relação entre amizade e obediência?
 
4º Dia – Justificados pela Fé.
Romanos 5:1-2 – “Justificados, pois, pela fé, temos paz para com Deus, por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem obtivemos entrada a essa Graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”.
 
A nossa Santidade só é possível porque toda a Justiça que repousava em Cristo, Ele voluntariamente atribuiu a nós. Recebemos o que não merecíamos e, Nele, Deus nos declarou justificados. Assim, nossa natureza é transformada pelo conhecimento de Sua Graça, nossas “medidas” vão sendo corrigidas, até que sejamos “ajustados” à medida da perfeição de Cristo. Como Deus o Pai vê o Filho Jesus, também vê a nós, e nos concede a Graça de sermos como Ele é. Quanto mais conhecemos da natureza de Cristo – Sua Santidade, mais vamos conhecendo de nós mesmos, e da pessoa que podemos ser Nele. Pois, pela promessa de Deus – Sua Palavra empenhada, somos um com Ele. 
As “medidas” de Cristo impõem a nós o padrão da pessoa que podemos ser; elas determinam qual é, de fato, nossa medida em Deus. Nosso empenho é por saber quais são, e como nos submetemos a elas.
 
Para reflexão: Qual a medida de Deus para nossa Santidade?
 
5º Dia – Uns aos outros.
Efésios 5:20-21 – “Dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-se uns aos outros no temor de Cristo”.
 
A nossa submissão aos desígnios de Deus, também se revela na forma como nos dispomos a sermos usados por Deus, para que os mesmos desígnios se cumpram na vida dos outros. Tendo em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que dispôs Sua vida e vontade ao serviço dos nossos interesses genuínos. Ele conhecia a Vontade soberana do Pai, sabia o que estava no íntimo do Seu coração em relação a nós, e se ofereceu para encarnar entre nós esta Vontade. No Seu desejo de nos abençoar, Ele encarna toda a Palavra de Deus numa expressão visível, para que, diante deste testemunho, pudéssemos crer e ser libertos das cadeias da nossa incredulidade. Seu sacrifício é em favor da nossa fé – libertação. Ele suporta ser humilhado para que nós sejamos glorificados. Assim, libertos da ignorância, podemos, também, oferecer nossa vida para revelação do Amor de Deus aos outros.
 
Para reflexão: Qual o limite da nossa submissão ao desígnio de Deus?
 
6º Dia – Não veio para ser servido.
Marcos 10:43-45 – “Qualquer que entre vós quiser ser grande, será o que vos sirva, e quem entre vós quiser ser o primeiro será servo de todos. Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. 
 
Deus nos designou para sermos Sua Família, manifestando Sua glória sobre a Terra, revelando Seu amor aos homens. Neste propósito, nos direcionou às pessoas, de modo que, servindo-as nos seus desafios e necessidades, estivéssemos servindo a Ele. Pois, Deus não é servido pelos homens, como se a necessidade fosse Dele. Nós O servimos quando servimos aqueles que Ele ama e revelamos a eles Seu favor. O verdadeiro serviço a Deus está em servir aos interesses do Seu amor, e ser uma expressão visível da Sua Graça. O propósito de Deus, revelado no princípio, é: “Frutificai, multiplicai, enchei a Terra e sujeitai-a”. A sujeição, ou submissão, está ligada à capacidade de influência. Somos submissos e podemos submeter, na medida em que, conquistados pelo entendimento do amor de Deus por nós, nos dispomos a nos submeter uns aos outros. E, assim, influenciadas pelo testemunho deste amor, as pessoas se submetem à sua autoridade.
 
Para reflexão: Como Deus é servido por nós?
 
REVISÃO.
 
7º Dia – Salvai-vos! Santificai-vos!
Atos 2:40 – “Com muitas outras palavras os exortava dizendo:
Salvai-vos desta geração perversa”.
Josué 3:5 – “Josué ordenou ao povo: Santificai-vos, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês”.
 
A palavra que resume toda a mensagem dos apóstolos, nos primeiros dias da Igreja, coincide com o que Josué declarou ao povo, no exato momento de entrarem na Terra Prometida. São palavras colocadas no mesmo lugar na vida daqueles que são chamados por Deus para manifestarem o Seu desígnio. O lugar de separação entre o velho e o novo; a separação entre o que foi a nossa vida sem Deus e o que é a nossa nova vida com Ele, conforme o Seu eterno propósito; a separação entre a escravidão e a liberdade.
 
O mundo geme escravizado pela vaidade, o individualismo, a cobiça, a ganância e a inveja. Geme, como quem tem dores de parto, a espera de que os filhos de Deus se revelem, e tragam consigo a expressão de uma nova realidade. Uma Nação Santa, que vive uma nova condição de vida em plena liberdade. O Reino de Deus onde a lei é o Amor. A intensidade do Amor que manifestamos uns pelos outros, é que testemunha, de modo eficaz, a intensidade do nosso Amor a Deus. 
 
O sentido da salvação e da santidade não se restringe ao esforço para salvar ou santificar a nós mesmos. Mas, refere-se à total transformação dos interesses e motivações. De tal modo que, revelamos nossa salvação, conquanto nos ocupamos com a salvação dos outros. Somos, de fato, santos, na medida em que nossa motivação e compromisso estão voltados para o benefício dos outros. Por estarmos ainda sob a influência do pecado, somos tentados a traduzir estas palavras de ordem: “Salvai-vos e Santificai-vos”, numa perspectiva estritamente individual. Sendo que, o contexto era coletivo e comunitário. Todos estariam empenhados na salvação e santificação de todos. 
 
A nossa santidade é proporcional à nossa submissão a Deus e aos outros, e a nossa submissão proporcional à nossa santidade. Quanto mais da santidade de Deus experimentamos, mais nos entregamos ao cuidado das necessidades dos outros. Quanto menos nos ocupamos de nós mesmos, mais da santidade de Deus experimentamos.