Minha Conta

CPF: Senha:

Veja e ouça

Estudos

Trabalho

 Trabalho – CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.

 
9ª Semana – TESTEMUNHO.
 
Testemunha = Aquele que vive e revela o fato.
 
1º Dia – Imagem conforme a Semelhança.
Gênesis 1:26-27 – “Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança... Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”.
 
No propósito eterno de gerar uma família de filhos segundo Cristo, Deus produziu uma imagem visível de Si mesmo. Um povo que manifeste Sua Natureza e Identidade, e que seja a própria encarnação do que o Seu Amor é. O que, até então, só podia ser conhecido por Ele mesmo, agora é revelado a todos. O oculto sendo manifesto, o invisível tornando-se visível. Sendo assim, só há sentido na imagem que produzimos, através do que fazemos, se ela é a expressão das virtudes de Deus. Pois, o verdadeiro sentido das coisas não está no que naturalmente pode ser visto pelos olhos da carne, mas no que só é visível aos olhos do espírito e, portanto, sobrenaturalmente revelado pelo Espírito Santo. 
 
Para reflexão: Qual a relação entre Imagem e Semelhança? 
 
2º Dia – O Verbo se fez carne.
João 1:14 – “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória como do unigênito do Pai, cheio de Graça e de Verdade”.
 
A essência do Ser de Deus foi traduzida em Palavra, e esta Palavra foi encarnada na Pessoa de Cristo. Todas as coisas, visíveis e invisíveis, foram criadas pela Palavra de Deus e, portanto, em Cristo, por Cristo e para Cristo. Ele é antes de todas as coisas e Nele tudo subsiste. Ele é a perfeita imagem de Deus, e não apenas uma imagem de Deus. Através da criação, podemos ter uma percepção do poder de Deus, mas em Cristo podemos ter a plena revelação de Quem Ele, de fato, é. Então, a verdadeira espiritualidade não está em “espiritualizar” as coisas naturais, mas em conhecer a Cristo, revelação de Deus, passando a discernir as realidades espirituais, e “materializá-las” encarnando-as.
 
Para reflexão: Qual o sentido prático de encarnar a Palavra de Deus?
 
3º Dia – A Imagem do Celestial.
I Coríntios 15:49 – “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial”.
 
Deus quer revelar Seu Amor de maneira visível, através do homem em Cristo. Deus é Amor, e na medida em que Ele quer manifestar-Se para fora de Si mesmo, transforma esse Amor em Palavra, empenhando-a na forma de Promessa: “Dar a todos os que crêem em Cristo, o poder de se tornarem filhos do Seu Amor”. Esse Amor transformado em Palavra Empenhada e encarnado na pessoa de Cristo é a Graça de Deus. A Graça que nos salva porque revela que é possível encarnar o Amor de Deus. A Graça de Deus está toda encarnada na pessoa de Cristo, e nos ensina que nem mesmo a morte pode conter o poder transformador do Amor de Deus. Jesus se entrega voluntariamente ao maior de nossos inimigos – a morte, e triunfa sobre ele ressuscitando de entre os mortos. A morte foi vencida! Mais do que resolver uma situação – libertando-nos, Cristo muda a nossa condição – tornando-nos seres livres. Muito além de usar Seu poder a nosso favor, vencendo nosso inimigo, Ele nos transmite Sua natureza, na qual somos do que vencedores. O mesmo poder que operou em Jesus Cristo, ressuscitando-o dos mortos, é o que agora opera em nós transformando-nos na Sua imagem.
 
Para reflexão: Que é ser mais do que vencedor, segundo Romanos 8?
 
4º Dia – Para justificação e vida.
Romanos 5:18 – “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a Graça sobre todos os homens, para justificação e vida”.
 
O sacrifício de Cristo na cruz nos perdoa de todo pecado e atribui a nós os efeitos de uma justiça que naturalmente não temos. Quando cremos, recebemos da justiça de Cristo pela Graça e somos libertos do jugo de escravidão a que estávamos sujeitos, e sobre o qual não tínhamos nenhum poder. Além de nos libertar, Ele nos transmite a Sua própria natureza, comunicando-nos a Sua semelhança. De modo que, todos os que estão em Cristo, são capacitados a ser como imagem de Deus, manifestando Suas virtudes. Livres, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, vamos sendo transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. Os efeitos da salvação não se restringem aos benefícios que podemos receber e usufruir, mas incluem o privilégio de poder revelar as virtudes de Deus na Terra.
 
Para reflexão: O que significa: “a Graça é para justificação e vida”?
5º Dia – Desceu às partes mais baixas da Terra.
Efésios 4:8-10 – “Mas a Graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto – Ele subiu – que é, senão que também antes desceu às partes mais baixas da Terra? O que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas”.
 
O Amor feito Promessa = Graça, é transmitido a nós e nos capacita a viver de tal modo que, em/com Cristo, sejamos uma expressão visível das virtudes de Deus. O propósito desta transformação é que, em Cristo e naqueles que são um com Ele, se cumpra o desejo de Deus de gerar uma imagem visível da Sua semelhança, enchendo a Terra com Sua Glória. Enquanto as pessoas se ocupam em “espiritualizar” as coisas materiais, Deus continua empenhado em “materializar” as espirituais. Como Cristo, nosso empenho deveria ser de descer antes de querer subir. Uma disposição contínua de ir ao encontro daqueles que ainda não conhecem o Amor de Deus revelado em Cristo, e agora é manifesto através de nós. O compromisso com o que é do céu se revela na intensidade do compromisso com os que são da Terra. Contudo, em nome do seu compromisso com o céu, muitos recusam esse tipo de compromisso, optando por um “espiritualismo alienado”.
 
Para reflexão: Para você, onde estão as partes mais baixas da terra?
 
 
6º Dia – Para que vivamos.
Tito 2:11-12 – “Pois a Graça de Deus se revelou, trazendo salvação a todos os homens, ensinado-nos a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente”.
 
A salvação não é resultado do esforço da carne para alcançar o espírito, mas é fruto da ação do Espírito Santo alcançando a carne. A salvação não é carnal, mas é encarnada. Portanto, não podemos pensar em uma salvação que não afete e transforme a nossa relação com a vida. Aquele que está em Cristo, e é um com Ele, vive para encarnar essa Sua Palavra, testificada em nós pelo Espírito Santo. O testemunho não se limita ao que “pregamos”, mas em como agora manifestamos a completa transformação dos nossos valores através do que fazemos. Alguém transformado pelo poder da Palavra e da obra do Espírito Santo, com certeza, através das suas obras, vai mostrar uma nova natureza, uma nova identidade. É um ser livre e apto a materializar os valores do Reino de Deus, para que esse Reino seja visto e conhecido pelos homens.
 
Para reflexão: Identifique alguns elementos da vida sóbria, justa e pia?
REVISÃO.
 
7º Dia – Criados em Cristo para as Boas Obras.
Efésios 2:8-10 – “Pois é pela Graça que sois salvos, mediante a fé – e isso não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as Boas Obras, as quais Deus preparou para andássemos nelas”.
 
Boa obra é todo trabalho gerado pela certeza de que todas as nossas necessidades já foram supridas pela Graça de Cristo – o dom de Deus, e que, agora, temos o privilégio de repartir com os outros esse dom. É toda atividade coordenada de caráter físico, intelectual e/ou espiritual, que tem como propósito manifestar as virtudes de Deus, em todas as áreas da vida, tais como: Família – Igreja – Comunidade – Amizades – Escola – Profissão – Lazer – Sociedade.
 
A nossa compreensão de que somos cidadãos do Reino de Deus, faz com que essas sejam apenas áreas específicas de expressão de um compromisso único e pleno com esse Reino e seus valores. Não são universos distintos e isolados, como se tivéssemos que escolher entre um ou outro, priorizando um em prejuízo do outro. Amamos o Reino de Deus, ele é a nossa prioridade, e vivemos para revelar seus valores em cada uma destas áreas. 
 
Quando Jesus nos ordena a buscar o Reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar, não quer dizer primeiro o Reino e depois a Família, Igreja ou Profissão, mas primeiro o Reino, em tudo, e todas as coisas relativas a cada uma destas áreas serão acrescentadas. Por exemplo: O tipo de compromisso que temos com o Reino de Deus determina a qualidade do compromisso que temos com a Família ou, o nível de compromisso com a Comunidade mostra o tipo de compromisso que temos com o Reino.
 
A forma mais direta e objetiva de revelar esse compromisso é o trabalho. Não o serviço prestado com o objetivo exclusivo da remuneração, do salário, mas como resultado da disposição para o engajamento naquelas atividades que podem traduzir, de modo visível, os valores que cremos. A certeza de que o homem foi chamado ao trabalho antes do pecado, pois não se trata de uma punição, mas da oportunidade de partilhar da natureza operosa de Deus, de um privilégio. Trabalho, não como meio de obter o que desejamos, mas como um fim, como fruto da vontade consciente de expressar um coração e uma natureza transformados.