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Estudos

Qualificação

 10ª Semana – QUALIFICAÇÃO.

 
Qualidade = Fidelidade aos valores confessados.
 
1º Dia – Imitadores de Deus.
Efésios 5:1-2 – “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e Se entregou por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”.
 
A qualidade do serviço de Cristo está na Sua firme disposição de ser um imitador fiel de Seu Pai. Ele diz que o Filho de Si mesmo nada pode fazer, mas que Ele mesmo fazia apenas o que vira Seu Pai fazer. Seu empenho não significava um esforço extenuante de cumprir algumas obrigações, mas o desejo intenso e permanente de ser a imagem viva do Seu Pai, trabalhando incansavelmente para compartilhar Seu amor. Ele é Filho do Deus vivo, e que, apesar de ser Deus, trabalha. Jesus é Filho de um trabalhador, e quer imitar Seu Pai. Por isso, Seu esforço não produz suor, fétido e desagradável, mas um aroma suave que perfuma e enche de Graça toda casa. O Seu trabalho, apesar de sacrificial, é caracterizado pelo prazer e alegria de poder imitar e compartilhar o amor do Pai.
 
Para reflexão: Como um sacrifício pode produzir um aroma suave?
 
2º Dia – Padrão dos fiéis.
I Timóteo 4:12; 14 – “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Não te faças negligente com o dom que há em ti”. 
 
Não há razão em esperar um determinado tempo para começar a dar um testemunho de qualidade. Desde o princípio de nossa caminhada com Cristo podemos ser movidos de uma vontade inabalável de ser fiel ao padrão que Deus estabeleceu para nossa vida. Somos gerados segundo Sua natureza, e isto está definido deste o primeiro instante da nossa nova vida. O Seu propósito é que sejamos “reprodutores” desta mesma qualidade de vida, sendo modeladores de uma nova geração de pessoas que conhecem e manifestam o Reino de Deus. Mais do que um conjunto de regras e normas, Deus nos dá a possibilidade de influenciar pessoas, pela aplicação da Palavra e comunhão do Espírito Santo, para que assim as transformações sejam definitivas e influenciem a outros nas gerações seguintes.
 
Para reflexão: Onde está a nossa garantia de qualidade?
 
 
3º Dia – Aprendei de mim.
Mateus 11:29 – “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e meu fardo é leve”. 
 
Jesus não trouxe ao mundo um conceito ou uma vaga idéia de como poderia ser a vida daqueles que O seguiriam. Ele se colocou como referência e modelo de como viver a vida proposta. O caminho por Ele apresentado foi, primeiro, por Ele percorrido. Aquele que quiser entrar os “segredos” de Deus quanto ao que significa viver segundo Sua vontade, terá de passar por Jesus. Viver segundo Seu modelo de vida e de valores. Da mesma forma, aqueles que querem revelar o Reino de Deus deverão assumir o compromisso de revelar esse “caminho” aos outros. A Palavra líder, nas versões mais antigas da Bíblia, era traduzida como sendo guia – aquele que conhece, revela e percorre junto o caminho. Uma das exortações de Jesus quanto aos cuidados que deveríamos ter nesta vida, era o de nos guardarmos do “fermento dos fariseus”; aqueles que, vivendo de aparências, ensinam coisas que eles mesmos não estão dispostos a cumprir e observar.
 
Para reflexão: Identifique pelo menos 03 diferenças básicas entre os conceitos de liderança no mundo e na Igreja.
 
4º Dia – Mesmo sendo Filho.
Hebreus 5:7-9 – “O qual, nos dias da Sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que O podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da Sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser o autor da eterna salvação para todos os que Lhe obedecem”.
 
Desde o pecado, a expressão das virtudes de Deus pelo homem, deixou de ser naturalmente possível. A natureza do homem foi corrompida e toda criação escravizada por um jugo de vaidade e cobiça. Aqueles que quiserem ser instrumentos de revelação do Reino de Deus vão enfrentar fortíssima resistência. Na sua própria carne essa oposição poderá ser identificada, uma vez que a carne corrompida luta contra as coisas do Espírito, e o Espírito contra essa carne. As maiores resistências estarão, muitas vezes, dentro de nós mesmos. Na medida em que Jesus ia assumindo para si as conseqüências do pecado e corrupção humanos, Sua carne ia sofrendo as dores e marcas desta luta. Um confronto que foi até o sangue. Da mesma maneira somos exortados a, se preciso, ir até ao sangue no esforço de ser modelo na vida dos que nos cercam.
 
Para reflexão: Qual a diferença entre ser humilde e ser humilhado?
 
 
5º Dia – Educando-nos a viver.
Tito 2:11-12 – “Porquanto a Graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas as paixões deste mundo, vivamos neste presente século, sensata, justa e piamente”.
 
A salvação, ao contrário do que muitos pensam, não está só relacionada com a qualidade de vida que teremos no céu, mas, também, com a que temos aqui na Terra. Ser salvo, significa viver a vida que é possível ser vivida, sem a escravidão e as limitações impostas pela vaidade e cobiça humanas. Implica em fazer da capacidade e oportunidade de trabalho, uma expressão da transformação dos valores e prioridades ocorrida no entendimento daquele que crê. O salvo vê no trabalho a oportunidade de manifestar seu compromisso com o Reino de Deus e a certeza da sua herança em Cristo. O que vai muito além de ser apenas uma forma de garantir sustento e sobrevivência. Há uma diferença significativa entre o trabalhador e o empregado. Enquanto o trabalhador tem no salário um resultado natural da sua dedicação, o empregado o tem como objetivo. Ainda que a atividade seja a mesma, a motivação será sempre outra.
 
Para reflexão: Qual deve ser, na vida do cristão, o motivo e o objetivo?
 
6º Dia – O Sal da Terra.
Mateus 5:13 – “Vocês são o Sal da Terra; ora, se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens”. 
 
O sal atua na preservação da integridade e do sabor. Assim, a qualidade do nosso testemunho e, portanto, do nosso trabalho, está diretamente relacionada com a coerência entre o que fazemos e o que, de fato fomos chamados a ser. O resultado do nosso trabalho, além dos aspectos objetivos, deve contemplar a interrupção dos processos corruptores e degenerativos, por vezes subjetivos, e que comprometem a natureza das nossas atividades. A ação da Igreja não pode estimular a vaidade, a arrogância e a contenda. Nosso desafio será sempre de promover o bem comum, e a percepção de que as oportunidades e privilégios são para todos, nada fazendo por partidarismo e vanglória. Quanto mais claro for o entendimento de que nossa disposição é despojada e voluntária, tanto mais qualidade haverá no resultado do que fazemos. Neste sentido, uma das evidências desta disposição, é a prontidão em fazer muito além do que nos foi solicitado, indo além das obrigações.
 
Para reflexão: Identifique aspectos subjetivos e objetivos do trabalho.
REVISÃO.
 
7º Dia – Jogou o sal ali.
II Reis 2:19-22 – “Alguns homens da cidade foram dizer a Eliseu: ‘Como podes ver, esta cidade está bem localizada, mas a água não é boa e a terra é improdutiva’. E disse ele: ‘Ponham sal numa tigela nova e tragam para mim’. Quando a levaram ele foi à nascente do rio, e jogou o sal ali e disse: ‘Assim diz o Senhor: Purifiquei esta água. Não causará mais mortes nem deixará a terra improdutiva’. E até hoje a água permanece pura, conforme a palavra de Eliseu”.
 
Esta experiência na vida do profeta Eliseu ilustra bem o conceito de qualidade que somos chamados a desenvolver. Não é suficiente uma grande capacidade, uma estrutura eficiente ou um método convincente e razoável. O que define a qualidade do nosso trabalho, não é só a eficiência das nossas habilidades, mas a eficácia na comunicação dos valores que confessamos. Qualidade, portanto, não diz respeito apenas ao desempenho, mas, também, e principalmente, ao compromisso que temos com o benefício e interesse coletivo. 
 
A nossa referência de qualidade é Jesus que, imitando o Pai, como um verdadeiro Filho, se entregou integralmente como modelo e padrão de uma nova cultura, a cultura do Reino de Deus. Nada fez pela usurpação de ser igual a Deus, mesmo sendo Deus, mas humilhou-se assumindo a condição de servo, e colocando o interesse dos outros acima dos Seus.
 
É comum encontrar aqueles que, na ânsia de ver seus direitos e privilégios garantidos, se esforçam em vão, fazendo o melhor que sua capacidade lhes permite. Porém, movidos de vaidade, cobiça e ganância, conseguem resultados superficiais e transitórios, mas não profundos e duradouros. São dedicados, mas apenas a si mesmos.
 
Somos chamados a ser uma porção de sal no meio deste ambiente de degeneração de valores, onde a busca desenfreada por resultados tem anulado a importância dos processos. Um tempo onde a remuneração é fator determinante nas escolhas profissionais, onde as almas e os sonhos estão à venda e há uma “legalização da prostituição”.
 
Como Seus filhos amados, não temos que trabalhar por aquilo que Ele tem prazer em nos dar gratuitamente. Mas, justamente por isso, temos o privilégio de revelar as Suas virtudes pela qualidade do nosso trabalho.