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CORPO VIVO ? CASA ESPIRITUAL ? II

 Ordem – CORPO VIVO – CASA ESPIRITUAL – II

 
12ª Semana: ORGANIZAÇÃO. 
 
Organização = Constituição física. Ação de pôr em estado de funcionar.
Organizar = Tornar apto para a Vida. Estabelecer as bases funcionais.
 
1º Dia – É Melhor serem Dois.
Eclesiastes 4:8-12 – “Há um que é só, não tendo parente; não tendo nem filho nem irmão. Contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho: se um cair, o outro o ajuda a levantar-se. Mas, ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. O cordão de três dobras não se quebra tão facilmente”.
 
A referência que temos em Deus, do modo como atua, é de que Ele fez e faz todas as coisas segundo o Conselho da Sua Vontade. Em tudo que Deus determina e realiza, Ele o faz no Conselho da Trindade. Jesus enviou seus discípulos dois a dois para que, em conselho, cumprissem a tarefa que Ele lhes designou. Da mesma maneira, na Igreja, o segredo do êxito no cumprimento da nossa vocação está em primeiro identificar quem e com quem, antes de determinar o que fazer. Geralmente há uma precipitação em determinar estratégias e métodos, antes de se definir as bases relacionais que vão garantir os valores de um determinado projeto. Se, relacionamento para nós é um valor, então, conselho, aliança, parceria são parte incondicional da nossa estrutura organizacional. Pois, afinal, não é bom que o homem esteja só.
 
Para reflexão: Por que Deus faz questão de enfatizar a importância de se fazer tudo em Conselho?
 
2º Dia – Segundo a Justa Operação de cada Parte.
Efésios 4:16 – “Do qual todo o Corpo bem ajustado, e consolidado pelo auxilio de todas juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz seu próprio aumento para edificação de si mesmo em Amor”.
 
O sistema funcional e operacional da Igreja é de Conselho, porque não visa apenas reconhecer e premiar o desempenho individual, mas estabelecer princípios valores relacionais. O mundo privilegia a força e a capacidade, mas no Reino de Deus não é assim. Paulo entendeu isso quando foi confrontado com a sua fragilidade, mas logo consolado pela revelação da Graça de Deus. Trabalhando em conselho, em aliança, as limitações de cada deixam de ser constrangedoras, e se tornam oportunidades de ajuda mutua. Podemos discernir e praticar o valor da cooperação, da interdependência, da comunhão, da misericórdia e do favor. O fruto do Espírito, que é Amor, se expressa de formas relacionais:
“Alegria – Paz – Longanimidade – Benignidade – Bondade – Fidelidade – Mansidão – Domínio Próprio”.
 
Para reflexão: Identifique textos na Bíblia que ressaltam a importância de agirmos em Conselho.  
 
3º Dia – Como uma Flecha Polida.
Isaías 49:1-2 – “O Senhor me chamou desde o ventre, desde as entranhas da minha mãe fez menção do meu nome. Fez a minha boca como uma espada aguda, na sombra da Sua mão me cobriu; me colocou com uma flecha polida, e me escondeu na sua aljava”.
 
Uma das partes essenciais da estrutura física da Igreja são os Alvos e Metas a serem atingidos. Onde estes alvos não são claramente definidos as pessoas se tornam inconstantes em seus compromissos. Os que têm sua vida transformada pelo poder de Cristo estão seguros do propósito da sua vida. Uma das características marcantes dos que são guiados pelo Espírito Santo é o senso de desígnio, de destino. Saber que não estamos mais à mercê da nossa própria vontade, mas temos um alvo a ser atingido. A promessa de Deus é de que Ele nos daria do Seu Espírito, e Ele seria como uma voz sempre a nos dizer: “Este é o Caminho, andai Nele sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda”. 
 
Para reflexão: Você poderia relacionar, pelo menos, um alvo que Deus já tenha revelado para sua vida?
 
4º Dia – Veredas Direitas.
Hebreus 12:12-13 – “Portanto, levantai as mãos cansadas, e os joelhos vacilantes, e fazei veredas direitas para os seus pés, para o que é manco não se desvie inteiramente, antes seja curado”.
 
A definição dos Processos e Etapas é tão essencial e importante para o êxito, quanto à definição dos alvos e metas. O mundo gosta de celebrar resultados, mas nem sempre é muito criterioso na escolha e desenvolvimento dos processos que podem levar a estes resultados. Jesus, apesar de ter sido um bebê gerado de modo sobrenatural, pelo poder do Espírito Santo, teve uma gestação de nove meses. O sobrenatural está na definição da natureza do que será realizado, e não significa, necessariamente a subtração dos processos e etapas. Através das genealogias registradas na Bíblia nós podemos conhecer que o nosso Deus é um Deus de Alvos e Processos. Por vezes as coisas foram dadas como perdidas, mas Ele perseverou em alcançar o que havia determinado. Ao estabelecer um alvo precisamos definir o caminho que nos levará até ele, considerando as dificuldades pelas quais vamos passar. Um alpinista não celebra apenas o cume da montanha, mas, também, a escalada e as dificuldades vencidas no trajeto até lá.
 
Para reflexão: Uma vez identificado o alvo, os processos para alcançá-lo são claros para você?
5º Dia – Pedras Vivas na Edificação de uma Casa Espiritual.
I Pedro 2:5 – “À medida que se aproximam Dele, a Pedra Viva – rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para Ele – vocês também estão sendo utilizados como Pedras Vivas na Edificação de uma Casa Espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo”.
 
Na tentativa de levantar a torre de Babel, guiado por sua vaidade, o homem se propôs a construir algo que o aproximasse de Deus pelos seus próprios meios. Foi a primeira vez que o homem substituiu pedras por tijolos na suas construções. Até então, o homem buscava na natureza algo que Deus já providenciara, e seu esforço era de encontrar o melhor lugar para encaixá-lo nos seus processos construtivos. No final, o que se tinha era uma combinação entre a criação de Deus e a organização humana. Em Babel ele optou pela comodidade de fazer tudo sozinho, decidindo pela padronização de tudo. Não só a padronização da estrutura, mas a padronização dos elementos que compõe a estrutura. A partir daquele momento as pessoas deveriam se encaixar em medidas e padrões artificiais previamente estabelecidos. As pedras eram esculpidas e modeladas uma a uma, levando-se em conta suas características próprias, sua solidez e consistência. Assim, as estruturas funcionais da Igreja devem possibilitar as expressões peculiares de cada um segundo sua identidade e dons, não impondo formas que muitas vezes apenas engessam as pessoas obrigando-as a uma mera repetição de métodos. A casa feita de pedras, mesmo seguindo um padrão estabelecido, é sólida, mas ainda assim expressa um caráter dinâmico pelo movimento de suas linhas e medidas.
 
Para reflexão: Tendo pessoas como referência, que outras diferenças marcantes existem entre “pedras e tijolos”?
 
6º Dia – Dá Fruto na Estação Própria.
Salmo 1 – “Feliz aquele cuja satisfação está na Lei do Senhor, e nessa Lei medita dia e noite. É como árvore à beira de águas correntes: Dá seu fruto na estação própria e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prosperará”.
 
Já vimos que fomos chamados e designados por Deus para dar fruto, e fruto em abundância segundo nossa espécie. Além de estimular esta multiplicação, a Igreja deve ser também o ambiente onde isso acontece de maneira sistemática e ordenada refletindo sua Identidade, seus Valores e sua Natureza. As estruturas funcionais da Igreja não podem privilegiar apenas a experiência e a capacidade, mas oferecer oportunidade aos que têm compromisso. A maturidade é determinada pela consciência de identidade e pelo compromisso com a vocação, e não pela idade ou experiência. Na sua organização a Igreja não pode priorizar apenas o treinamento e capacitação, mas principalmente a Formação do Caráter dos seus membros. A forma como ela organiza, desenvolve e promove suas atividades são meios pelos quais ela testemunha e consolida seus valores. O êxito não está apenas nos resultados, mas na forma como eles foram obtidos. Nosso propósito, como Corpo Vivo de Cristo, não é só ensinar as pessoas sobre o que fazer, mas orientá-las e ensiná-las sobre como fazer e, principalmente, sobre “por que fazer?”. A estrutura é um instrumento de comunicação da “pedagogia” da Igreja, e não só um meio de obter resultados.
 
Para reflexão: Descreva algumas diferenças básicas entre força e poder, capacidade e competência.
 
REVISÃO.
7º Dia – E no sétimo descansou.
Gênesis 2:1-2 – “Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação”.
Hebreus 4:10-11 – “Pois, todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar neste descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”.
João 5:17 – “Disse-lhes Jesus: Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”.
 
Jesus corrige nosso entendimento de descanso quando exorta os fariseus sobre o que isso significa na pessoa de Deus. Para o homem natural o descanso está relacionado à ociosidade, de que o descanso só é possível se não fizermos nada. Para Deus o descanso vem da certeza da tarefa cumprida e a possibilidade de nos dedicarmos a uma outra tarefa, ou à manifestação e testemunho do que já está feito. Jesus diz que Ele descansou, mas ao mesmo tempo afirma que continua trabalhando até hoje. 
 
Se, cremos “que quem espera no Senhor não se cansa, mas renova suas forças”, então também cremos que o trabalho de Deus não produz cansaço. Logo, quando a Palavra de Deus está falando do Descanso de Deus refere-se à conclusão de uma etapa e ao reinício de outra. Uma mudança de atividade dentro de um plano preestabelecido. Há um plano a ser cumprido e Deus sabe que as coisas estão conforme o que havia previamente determinado, por isso pôde entrar no Seu descanso para se ocupar da conclusão dos processos, trabalhando outras etapas.
 
Este é um aspecto muito importante da vida da Igreja. Uma vez que, estamos organizados de modo a expressar nossas convicções em Deus, através do que fazemos, não podemos deixar que isso se torne ociosidade ou ativismo. O trabalho não pode nos levar à mera celebração das nossas habilidades, nem tampouco ao esgotamento das nossas motivações. Na vida da Igreja, ainda que consuma nossa energia física, ela não pode ser fonte de cansaço, mas sim expressão de fé, compromisso, entusiasmo, prazer e alegria. Quando a motivação vai embora e nos “sentimos cansados”, é porque nossa confiança foi colocada na eficiência da estrutura ou na capacidade do homem. Em tudo que fizermos, por obra ou palavra, temos que buscar revelação de Deus para descansarmos na Fidelidade das Suas Promessas e a Eficácia do Seu Poder.