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Estudos

O justo viverá da fé

 Crer – O JUSTO VIVERÁ DA FÉ 

 

1ª Semana – CONHECIMENTO.

 

Trevas = Ignorância; ausência de luz; falta de revelação.

 

Para uma total transformação da nossa vida, e a restauração dos nossos relacionamentos com Deus, conosco e com as pessoas, é preciso acontecer uma renovação completa do nosso entendimento.

 

1º Dia – Não há quem busque a Deus. 

Romanos 3:10-12 – “Não há um justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só”.

 

Enquanto houver a ilusão, por menor que seja, de que há esperança no homem pelo homem, continuamos perdidos. Pensar que é possível sem Deus, revela a ignorância do homem quanto à maldade que há dentro dele. Sua natureza foi corrompida pelo pecado, e se tornou hábil em ocultar e disfarçar seus reais motivos e intenções. As razões do homem sem Deus são, por natureza, egoístas, visando seu próprio interesse - a defesa incondicional do que pensa ser melhor para si.

 

Pergunta para reflexão: Sinto-me totalmente aprovado pela minha própria consciência?

 

2º Dia – Todos pecaram. 

Romanos 3:23 – “Não há distinção, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.

 

Ninguém pode dizer que não tem pecado, a não ser que minta. Por mais que tente convencer-se, e aos outros, da sua inocência, a sua própria consciência é quem o condena. Quem nega seu próprio pecado tenta enganar a si mesmo, e chama Deus de mentiroso, pois é Ele quem examina os corações e sabe que estão manchados pelo pecado.

 

Pergunta para reflexão: Poderia fazer defesa da minha inocência, sem o risco de ser surpreendido?

 

3º Dia – Salvos pela Graça.

Efésios 2:1-10 – “Ele nos vivificou, estando nós mortos em delitos e pecados, nos quais antes andávamos, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que opera nos filhos da desobediência. Éramos por natureza filhos da ira... Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo, e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus. Pela graça é que somos salvos, por meio da fé – e isto não vem de nós mesmos, é dom de Deus – não de obras, para que ninguém se glorie”.

 

Corrompido no seu entendimento, o homem perdeu a consciência da sua própria ignorância. Criou deuses para responder aos anseios da sua alma. Deuses que nunca puderam fazer nada por ele, porque foram criados à sua própria imagem, e das confusões que dominavam seu coração. Satanás estimulou esse espiritualismo, pois, assim, dominaria o homem, desenvolvendo nele um espírito auto-suficiente e rebelde.

 

Deus mudou essa história de morte, fazendo pelo homem o que ele mesmo não poderia fazer. Porque nos amou desde o princípio, nos deu a oportunidade de sermos reconciliados com Ele, em Cristo.

 

Pergunta para reflexão: Por que minha salvação não poderia estar fundamentada em minhas obras?

 

4º Dia – O dom de Deus. 

João 4:10 e 13-14 – “Se você conhecesse o dom de Deus, e quem o que te pede: Dá-me de beber, você lhe pediria, e Ele te daria água viva... Qualquer que beber da água desta fonte voltará a ter sede, mas aquele que beber da que eu lhe der nunca mais terá sede... ela se fará nele uma fonte que jorra para a vida eterna”.

 

A mulher que Jesus encontrou junto à fonte, é um retrato claro da realidade humana. Na busca pela verdadeira felicidade, ela acabou ferida em todas as áreas da sua vida: Socialmente – marcada pelo preconceito entre judeus e samaritanos; Profissionalmente – cansada do esforço pela subsistência; Afetivamente – cinco casamentos e um relacionamento incerto; e Espiritualmente – cega pela religiosidade. O que ela precisa é conhecer o que Deus está lhe dando em Cristo.

 

Pergunta para reflexão: O que é que Deus está dando em Cristo?

 

5º Dia – Arrependei-vos e convertei-vos!

Atos 3:19 – “Arrependei-vos e convertei-vos, para que sejam apagados os seus pecados, e venha sobre vocês os tempos de refrigério pela presença do Espírito Santo”.

 

O arrependimento genuíno brota da consciência de que a misericórdia de Deus, agindo a nosso favor, nos libertou do jugo da nossa ignorância e pecado. É fruto da convicção de que só Ele poderia fazer por nós o que nós mesmos não podíamos, pois estávamos perdidos, vagando cegos, sem poder discernir os caminhos por onde íamos.

 

Deus nos amou primeiro e, em Cristo, perdoou todos os nossos pecados. O arrependimento é a ação seguinte do reconhecimento deste amor. Ao nos arrependermos estamos indo de encontro a esse perdão para poder, então, assumir e usufruir os seus benefícios. 

 

Pergunta para reflexão: É o perdão que produz arrependimento, ou o arrependimento que produz o perdão?

 

6º Dia – Tudo se fez novo!

II Coríntios 5:14-15; 17 – “O amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo”.

 

Quando vamos a Deus, arrependidos, encontramos uma nova realidade preparada para nós. Ele nos transporta do império das trevas para o Reino do Seu amor, revelado no Seu filho Jesus Cristo. Recebemos a identidade de Cristo, Sua mente, tendo nossa natureza transformada, saindo do domínio daquela mentalidade vaidosa, egoísta, individualista, auto-suficiente e rebelde. O Espírito Santo nos revela a intimidade do coração de Deus, onde estamos guardados, e passamos a nos ver, e aos outros, segundo o Seu amor, e não mais segundo as aparências ou impressões. Deixamos de viver para nós mesmos, e nos dispomos nas Suas mãos para sermos instrumentos de revelação visível deste amor. Descobrimos que não somos mais filhos da rebeldia, conduzidos por nossa ignorância, e passamos a ser filhos da obediência de Cristo por nós, para sermos filhos da Sua graça.

 

Pergunta para reflexão: De acordo com I João 2:1-11 e 3:11-18, o que significa andar em trevas?

 

REVISÃO.

 

7º Dia – Fortificado na fé.

Oséias 6:3 e 6 – “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor. Pois, Ele diz: Eu quero misericórdia, e não o sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.

 

A fé saudável é aquela que nasce de um coração transformado pelo conhecimento do amor de Deus, e é fundamentada num relacionamento íntimo com Ele. O tipo de fé que não se abala com a aparência das coisas e pessoas, porque não vê com os olhos da carne, mas segundo a revelação do Espírito Santo. Eficaz naquilo que empreende, porque não se limita às condições impostas pelas circunstâncias, mas as supera transformando as realidades. O resultado mais imediato desta fé é uma confiança inabalável na Sua vontade e ação.

 

Deus é Bom, e Ele sempre faz o que é bom. Todas as coisas vão sempre contribuir para o bem daqueles que vivem o Seu amor.

 

As pessoas sobrecarregam a si mesmas de dores e sacrifícios, porque não conhecem a Deus. Estão dominadas de ansiedade tentando confiar num Deus a Quem não conhecem; cheias de expectativas a respeito do que gostariam que Ele fizesse, mas sem nenhuma convicção sobre o que fará. No seu esforço de acreditar, oferecem a Deus o que Ele não pediu, pensando que é a ação do homem que produz a ação de Deus.

 

A verdadeira fé é cheia de paz e segurança, firmada em convicções e não em expectativas. Conduz à perseverança, mesmo quando as evidências contrárias. É cheia de esforço e empenho, trabalhando para a manifestação visível das realidades espirituais ainda invisíveis. Não se cansa, esperando em Deus para o homem, e não no homem para Deus.

 

Romanos 4:16-18 – “Portanto é pela fé, para que seja segundo a graça... da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós... perante Aquele no Qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos, e chama à existência as coisas que não são como se já fossem. O qual, em esperança, creu contra a esperança... E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo amortecido... Ele não duvidou da promessa deixando-se levar pela incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, estando certíssimo de que o que Ele tinha prometido também era poderoso para cumprir”.