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Estudos

O justo viverá da fé II

 Crer – O JUSTO VIVERÁ DA FÉ - II

 
2ª Semana  COMUNHÃO E/É VIDA.
 
O sacrifício de Cristo na cruz foi suficiente para perdão dos pecados e destruição do muro de separação que havia entre nós, as pessoas e Deus; reconciliando-nos consigo, nos fez Sua família.
 
Salmo 68:6 – “Deus faz que o solitário viva em família, e liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca”.
 
1º Dia – Nenhuma condenação há.
Romanos 8:1 – “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
 
Na cruz, Jesus perdoou plena e eficazmente os pecados de todos. Deus não levou em conta os tempos da nossa ignorância. O homem não está mais condenado por seus erros, mas por sua rebeldia se rejeita o amor de Deus, revelado em Cristo, e não se arrepende, deixando-se guiar pelo Espírito Santo. Uma vez perdoado por Deus, o homem não pode ser condenado por ninguém mais, a não ser por sua própria consciência, uma vez que, sabedor de tudo o que Deus fez por ele, continuar rebelde.
 
Para reflexão: Qual o sentido do arrependimento, uma vez que Ele já nos perdoou?
 
2º Dia – Filhos por adoção em Cristo Jesus.
Romanos 8:16 – “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.
 
Jesus, o filho unigênito de Deus – o Pai, entregou Sua vida a Ele por nós, para que Ele a repartisse conosco, tornando-se o primogênito de muitos irmãos. O Espírito Santo testifica as promessas de Deus em nosso coração, fazendo-nos um com Cristo e co-participantes da Sua natureza. O que era impossível ao homem, contaminado pelo pecado, Deus fez e lhe deu, gratuitamente, em Cristo. Somos a família de Deus; através de nós, o Seu povo, é que Ele manifesta de maneira visível as Suas virtudes. Nos adotou, comunicando a nós as virtudes que não tínhamos e não merecíamos. O que somos não é o resultado do que fizemos, mas o que fizermos pode ser a expressão do que agora somos.
 
Para reflexão: O que significa ser filho de Deus por adoção? 
 
3º Dia – O Reino de Deus.
Romanos 14:17-18 – “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo, porque quem nisto serve a Cristo, agradável é a Deus e aprovado pelos homens”.
 
O Reino de Cristo é um reino de justiça, porque Ele justificou pecadores perdoando-os; atribuindo-lhes Sua justiça. Reconciliando-nos consigo, estabeleceu a paz, anulando todo escrito de dívida que havia contra nós. A alegria do Senhor é a nossa força, porque nossa culpa foi removida, a parede de separação destruída, e somos renovados em graça por podermos entrar a Sua intimidade. O que antes era um privilégio só de Jesus, agora é também nosso. Ele não reteve coisa alguma, mas a vida que estava n’Ele, Ele deu. Por isso o Pai o ama, e ama a todos os que, como Ele, repartem do bem que receberam. A forma mais evidente de demonstrar que Cristo reina em nosso coração, e que somos imitadores de Deus como filhos amados, é andarmos em amor e oferecermos aos outros o mesmo perdão com que fomos perdoados. Manter a mesma disposição de Jesus, de colocar nossa vida para benefício dos outros.
 
Para reflexão: Explore a relação da parábola de Mateus 18:23-35 com o texto de Romanos 14:17-18.
 
4º Dia – Benção e Vida.
Salmo 133 – “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre”.
 
A maior de todas as bênçãos é que agora temos parte no que a vida é. Mais do que o que Ele tenha feito para nós é o que Ele fez por nós, e em nós. Quando nos perdoou, atribuindo-nos as virtudes da Sua justiça, nos colocou na condição de também podermos perdoar; nos transformou em comunicadores da Sua vida, que agora é a nossa vida. O privilégio da comunhão é que podemos repartir do que recebemos. Na comunhão, as bênçãos recebidas de Deus, em Cristo, podem ser transformadas em vida para os outros. Fomos libertos da pior de todas as formas de escravidão – a escravidão de nós mesmos; de continuarmos escravos do nosso próprio egoísmo. A nossa comunhão não é motivada pelas bênçãos que ainda vamos receber, mas por aquelas que já recebemos e que, agora, podemos repartir com os outros.
 
Para reflexão: Quais eram as expressões e o resultados da comunhão vivida pelos primeiros discípulos, de acordo com Atos 2:42-47?
 
5º Dia – Batizados em Cristo.
Romanos 6:4 – “De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo da morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”.
 
Um dos elementos visíveis, que testemunha a transformação da vida dos que estão em Cristo, é o batismo. De forma muito simples e didática, o batismo representa a tomada de uma nova consciência na vida de quem crê. Sua ênfase está no poder da ressurreição, e não no poder da morte. É o testemunho de que não há dúvidas de que, sem Cristo, todos estávamos mortos e sem esperança, e da certeza de que, o mesmo poder que ressuscitou Jesus de entre os mortos, opera em nós. Batismo não é o sinal do despojamento da imundícia da carne, mas de uma nova consciência para com Deus – a consciência do Reino de Cristo. É Cristo Quem, através da ação do Espírito Santo, pela Palavra de Deus, lava nossa vida tornando-a pura e sem mancha. O batismo declara nossa disposição de submeter todas as coisas ao Seu senhorio. Mesmo Jesus, não tendo do que se arrepender, passou pelo batismo, testemunhando Sua total obediência aos desígnios do Pai.
 
Para reflexão: Nós nos batizamos, ou somos batizados? 
 
6º Dia – Na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Atos 2:46 – “Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partiam o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração”.
 
O outro instrumento usado pelo Espírito Santo para comunicar a graça de Cristo ao nosso coração, e que testemunha de maneira visível a nossa fé, é a celebração da mesa da comunhão. Não é apenas de um ritual, mas a experiência viva do que é ser parte do Corpo de Cristo. O foco da Ceia não é comer, como se estivéssemos ali movidos apenas pelas nossas necessidades, e cada um pudesse comer seu próprio pão. A essência da Mesa da Comunhão é repartir. Um lugar onde estamos reunidos movidos pela oportunidade de compartilharmos do que já recebemos, mesmo com aqueles que nos feriram. Quando Jesus partiu o pão com Seus discípulos, Ele teria muitos motivos para não fazê-lo, mas tinha também uma razão maior para fazê-lo – o Amor. O pecado está em comer antes de querer repartir, e a santidade está em querer repartir antes de comer.
 
Para reflexão: No Salmo 23, o vale da sombra da morte vem antes da mesa da comunhão, por que?
REVISÃO.
 
7º Dia – Um só Corpo.
I Coríntios 10:17 – “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só Corpo, pois todos participamos do mesmo pão”.
 
No Batismo e na Mesa da Comunhão, testemunhamos de modo visível nossa fé de que a parede de separação foi destruída, fomos libertos da escravidão da cobiça, não somos órfãos nem estranhos, mas da Família de Deus. O próprio Espírito de Deus testifica em nós, segundo Sua Palavra empenhada, que somos Seus filhos por adoção em Cristo Jesus. São elementos visíveis da Graça invisível de Deus, que o Espírito Santo aplica a nós, transformando-nos em testemunhas vivas do Seu amor, através do que fazemos em Seu nome.
 
Uma das figuras usadas para revelar a natureza da nossa relação com Cristo e uns com os outros é o corpo. Como família de Deus, somos o Corpo Vivo de Cristo. Um só corpo, uma só fé, um só batismo, uma só disposição, um só Espírito, um só Deus e Pai. Esta a figura ensina, ao mesmo tempo, sobre unidade e diversidade. O Corpo é um, mas os membros são muitos. A identidade – a natureza é uma, mas a forma de agir e se manifestar é múltipla. É, por isso, que a multiforme sabedoria de Deus se revela no Corpo de Cristo – a Igreja.
 
A base de vida do Corpo de Cristo é a Unidade, e sua base funcional é o Relacionamento. Família, Igreja, é relacionamento; pessoas com vocações, funções e características diversas vivendo em comunhão para edificação mútua e cumprimento de um propósito comum. O Corpo que, ligado e consolidado pelo auxílio de todas as juntas e ligaduras, cresce saudável trabalhando eficaz e eficientemente.
 
No Corpo de Cristo não há lugar para comparações porque todos são um, nem para concorrências porque o Espírito é o mesmo e move a todos, tampouco para amargura, pois fomos alcançados pela mesma graça – salvos por Sua misericórdia. O lugar onde a comunhão é vida, e a vida é comunhão.
 
Romanos 12:4 – “Assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos têm a mesma função, assim nós, que somos muitos, somos um só Corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”.